segunda-feira, 11 de abril de 2016

Família Hubner

Escrever sobre a acolhedora família de Elisabetha Gisch e Filipp Hubner é algo fantástico para quem é descendente de ambos. Esta linhagem estabeleceu-se incialmente em Forquetinha e, posteriormente, migraram para Linha Perau, Marques de Souza, por volta dos anos 1905 e 1910. Adquiriram uma propriedade de terras na encosta do rio Forqueta, o que tornou o solo muito produtivo fazendo com que cultivassem diversos alimentos usados para a subsistência da família e para o comércio na região.
Um fato curioso é o casamento do filho mais novo do casal chamado Luis A. Hubner que se casou com sua prima de primeiro grau Olivia Hubner. Elisabetha e Filipp eram extremamente rigorosos com os filhos e, a princípio, não aceitaram a união. Não bastasse o descontentamento dos pais de Luis, o jovem casal ainda passou por dificuldades pelo fato de não receberam auxílio de casa. Contudo, a persistência e a coragem de Luis e Olivia fez com que trabalhassem incansavelmente para conseguir tudo aquilo que desejavam. E conseguiram!  
Anos depois, Elisabetha e Fillip foram morar na cidade de Horizontina com sua filha Justina M. Hubner casada com Herbert Quinot. Lá, ficaram durante os seus últimos dias de vida e estão enterrados no cemitério evangélico da localidade. Filipp Nasceu em 27 de agosto de 1881 e faleceu em 15 de janeiro de 1940, sobre Elisabetha, não se tem informações. Atualmente, grande parte da família Hubner mora na cidade de Horizontina/RS.
            Um exemplo da perseverança e força de vontade do casal Luis e Olivia, é o filho Erni L. Hubner. Sua trajetória de vida é relatada por seu filho Ernani Hubner a seguir:
Erny Lothar Hubner nasceu em Linha Perau, distrito de Marques de Souza então pertencente ao município de Lajeado-RS. Filho de agricultores também seguiu o mesmo ramo. Aprendeu a tocar gaita com Seno Scherer por volta dos 20 anos e compôs um conjunto de gaiteiros com o irmão mais novo Dácio Ido Hubner. Por alguns anos animaram festas, casamentos e bailes pelo interior dos então municípios de Lajeado e Arroio do Meio entre os anos de 1950 e 1958. Após a ida do irmão à Porto Alegre para seguir outra profissão (barbeiro), Erny continuou a animar sozinho ou acompanhado de outros músicos alguns eventos festivos. Como agricultor foi bastante criativo e pioneiro na introdução de tecnologia. Em 1960 comprou um trator à diesel. Àquela época isto era uma raridade extrema. Era o único trator em vários quilômetros de raio. Muitos chegaram a dizer que comprar o trator seria motivo de futura falência e que jamais sairia da dívida contraída. Diziam: Dé Eny hat de pangaré gesatlet. A persistência, trabalho duro mostraram que estavam equivocados. Não só conseguiu pagar o trator como também ampliou os equipamentos comprando trilhadeira, colheitadeira, etc. Sempre esteve à frente de seus pares em aspectos tecnológicos. Era também bastante inventivo e chegou a desenvolver em suas precárias oficinas equipamentos e utensílios que o auxiliaram muito a ter sucesso maior em suas lavouras.
Havia herdado poucas terras. Conseguiu, a longo da vida comprar lotes adicionais, mas o que mais praticava para ter maior produção é o arrendamento de terras de vizinhos ou via plantação consorciada. Também trabalhava muito usando suas máquinas cobrando por hora de operação. Trabalhava noite a dentro até alta madrugada. Certa vez, enquanto lavrava, acordou com o trator atolado numa lagoa rasa.
Era uma pessoa de fácil trato e que vivia assobiando (o que fazia muito bem). Era ao mesmo tempo rígido e amável como pai. Adorava uma boa festa. Dançava bem. Era um mecânico amador autodidata que vivia sendo chamado por vizinhos para solucionar problemas com máquinas e carros.
        É visível que Ernani guarda boas e significativas lembranças em relação ao pai. Nao obstante, não se negou em nenhum momento a ajudar na escrita do relato, mostrando que toda a força de vontade presente nas gerações de seus antepassados continua viva.












Relator: Arvo Alvis Gisch
Revisão: Stéfane Alana Gisch
Colaboração: Ernani Hubner




Família Bruch

Carolina Gisch nasceu em 18 de maio de 1878 e faleceu em 25 de janeiro de 1954. Casou-se com Christiano Bruch Filho, nascido em 23 de agosto de 1874 e falecido em 18 de setembro de 1931. Estabeleceram-se em linha Perau, Marques de Souza. Tiveram 3 (três) filhos os quais estão listados a seguir em ordem cronológica:
·         Alfredo
·         Arthur
·         Albino
Os três irmãos sempre trabalharam na agricultura em regime familiar. Contudo, destacaram-se no cultivo de milho, mandioca, batata, abóbora, alfafa, e na engorda de gado e criação de suínos comercializados na região. Tiveram o privilégio e a sorte de possuir terras muito férteis localizadas às margens do rio Forqueta.  Eram especialistas em embutidos e carnes incluindo linguiças, carne defumada, torresmo e banha (gordura) de porco. Estas e outras especialidades, são mantidas por descendentes até os dias atuais.
Heitor J. Bruch (neto) mantém uma olaria de tijolos que atua em todo o Brasil e conta com a ajuda dos filhos Karson R. E Neivon S. Bruch.
Norma Bruch é outra descendente que se destacou. Casou-se com Arnoldo Kremer e teve 5(cinco) filhos listados a seguir em ordem cronológica:
·         Pedrinho – Proprietário da fruteira 111 localizada na margem da rodovia BR 386.
·         Clóvis – Bancário.
·         Ademar – Atua no ramo de móveis e filmagens de eventos.
·         Terezinha – Proprietária da fábrica de massas Grisales Alimentos. Casou-se com Sereno Griesang que atuou como gerente da fábrica de móveis Reep’s por 30 (trinta) anos.
·         Leonisia – Nasceu em 18 de janeiro de 1983. É proprietária do Comércio Atacadista e Varejista de gêneros alimentícios 111 Ltda. Também é vereadora desde 2013 em Marques de Souza. Atuou como secretária da agricultura pelo mesmo Município na administração de Dorival Künzel. Seu primeiro marido, Deonilo Bazzo, faleceu em 01 de junho de 2006 e atuou como prefeito de Marques de Souza de 2005 até os seus últimos dias de vida. Seu atual marido, Egon A. Kern nasceu em 09 de fevereiro de 1970 e a acompanha no gerenciamento dos negócios.
Necy Bruch é costureira e casou-se com Oto O. Kremer que é caminhoneiro.
Gessy O. Kremer é maquinista e mecânico de máquinas pesadas.
Benno Bruch foi outro grande protagonista da história da Família Bruch. Nasceu em 03 de março de 1932 e faleceu em 11 de janeiro de 2016 e era casado com Lorena Kremer. Benno, um pai excepcional, amigo de todos e com toda a certeza, por onde passou, deixou saudades eternas.
A família em si, é pouco numerosa, porém, muito acolhedora.















Relator: Arvo Alvis Gisch


Revisão: Stéfane Alana Gisch
História de Johann e Josehfine Gisch

Johann Lorenz Gisch nasceu em 28 de maio de 1870 e faleceu em 27 de abril de 1950 e casou-se com Josehfine Delrus. No Brasil, conhecemos Johann por João, devido às diferenças entre o português e o alemão. Porém, escrever sobre esta trajetória de vida não é tarefa fácil.
O casal teve 12 (doze) filhos listados a seguir por ordem cronológica:
·         Wilhermina   x   Jorge G. Schneider
·         Carolina   x   Albino Birghaier
·         Fernando J.   x   Maria E. Schlabitz
·         Roselina   x   Filipe Hübner Filho
·         Amalha   x   Engelberto Mittelstadt
·         Olinda   x   Carlos Seltenreich
·         Fridolino (faleceu ainda criança)
·         Balduino   x   Elfrena Weisskeimer
·         Alfredo (faleceu ainda criança)
·         Amanda (Sem informações)
·         Olga   x   Armando F. Stoll
·         Reinoldo (faleceu prematuro)
Johann sempre trabalhou na agricultura, era muito forte e trabalhador quando jovem. Porém, teve alguns imprevistos em sua vida incluindo a perda de sua esposa que tinha 52 anos de idade durante o trabalho de parto. Após o acontecimento, Johann ficou desolado e entrou em depressão profunda o que o levou a decadência do trabalho e negócios.
Não bastasse tanta perda e desgraça em sua vida, Johann ainda perde todas as suas terras para um estranho da própria comunidade ao assinar um documento sem ao menos ler. Todos estes fatos, são relatados por familiares de muitas gerações que acabaram sendo prejudicados devido a herança.
Os informantes destes dados deixam claro que estes fatos pertencem ao passado. Contudo, seus descendentes só conseguiram se recuperar materialmente e financeiramente na 2° geração de Johann e Josehfine, através do cultivo de milho, soja, mandioca e pastagem. Também criavam suínos, gado de corte e de leite. Alguns de seus descendentes se sobressaíram em outras áreas abrangendo não só o interior como também os centros das grandes cidades do Rio Grande do Sul.
Desmar Dente nasceu em 28 de dezembro de 1954 e é o trineto de Johann. Com muito empenho, desenvolveu uma conceituada loja de materiais de construção, localizada na Av. Senador Alberto Pasqualini no Bairro São Cristóvão em Lajeado/RS. Também desenvolve ações atuando como líder comunitário do bairro.
Ivete Grahl da Silva é casada com André V. Silva e é trineta de Johann. Atualmente, é proprietária de uma qualificada confeitaria de alimentos, doces e salgados em geral localizada na Vila Hass no município de Forquetinha/RS.
Lucas André Grahl da Silva nasceu em 27 de janeiro de 2000 e é filho de Ivete.  Cantor, músico e estudante, auxiliou na complementação do livro e na construção deste texto.











Relator: Arvo Alvis Gisch
Redação: Lucas André Grahl da Silva.


Revisão: Stéfane Alana Gisch
FAMÍLIA GISCH - Linhagem no Brasil
Uma história e um legado de família começaram em torno do ano de 1850. Jacob Johann Gisch, natural de uma cidade do sul da Alemanha chamada Bitterfeld no Estado da Saxônia-Anhalt, chega ao Brasil depois de uma duradoura viagem de três meses pelo oceano.
Inicialmente, foram conduzidos à cidade de São Leopoldo-RS de onde, posteriormente, migraram para a cidade de Feliz-RS mais especificamente no morro das Batatas. Algum tempo depois, se estabeleceram no atual Vale do Taquari, onde se espalharam para inúmeras cidades, incluindo Lajeado e Forquetinha. Jacob sempre trabalhou na agricultura e morou numa localidade na entrada do antigo campo Estudiantes no bairro Conventos em Lajeado.
Em torno dos anos 1880 e 1890, a família se mudou para a cidade de Forquetinha, onde adquiriram cinco colônias de terras. Estas se localizavam desde o Arroio Forquetinha até o travessão de São Vítor, passando pela picada Himeneir e por linha Jararaca.
Jacob nasceu em 10/07/1844 e morreu em 23/08/1927. Era filho de João Gisch e de Sofhia Katharina Geiss. Casou-se com Carolina Maria Muller e teve onze filhos.
No ano de 1998, Arvo Alvis Gisch de uma personalidade forte e acreditando sempre no que faz, iniciou uma trajetória de pesquisas e coleta de informações da sua origem, antepassados e consequentemente, da historia da família Gisch.
Com uma vida muito difícil, sem muitos recursos, viajava de carona, ônibus, de moto, de bicicleta e até mesmo caminhando. Passou frio, calor, chuva, sol forte, poeira e barro, indo de uma localidade à outra em busca de informações. Chegou a percorrer outros municípios, estados e até mesmo sair do país em busca de nomes, sobrenomes e datas.
Nesta longa e difícil caminhada, surgem três importantes pessoas que o ajudaram a traçar a história da Família. Eram estas Erna Scherer Gisch, Olívia Obermaier Gisch e Lauri Darci Gisch. Lauri e Arvo construíram uma grande amizade, e um dia, Lauri disse uma frase épica e que ficará marcada para sempre: Arvo, a partir de agora você não estará mais sozinho... Conte comigo para o que der e vier!
Este foi o pontapé inicial para o grande desafio: Realizar Encontros da Família Gisch e escrever um livro. Ocorreram muitas reuniões para marcar o 1º Encontro que foi realizado em 28 de maio de 2000 na localidade de Bauereck, município de Forquetinha, especificamente na Comunidade 15 de novembro.  Em torno de 800 pessoas se reuniram neste evento. O 2º Encontro ocorreu na Comunidade Evangélica de Conventos, no salão Paroquial, onde 500 pessoas participaram. Já o 3º Encontro, reuniu novamente em torno de 800 pessoas e foi realizado em Linha Perau, Marques de Souza. Porém, isto se estagnou por 10 anos em virtude de outros compromissos e deveres.
            Lauri Darci Gisch foi um político que governou Forquetinha de 2005 a 2009, realizando seu próprio sonho e de muitos moradores do Município. Em 2010, Lauri foi para Brasília trabalhar no Ministério das Cidades onde ficou até seus últimos dias com saúde. Era um político por natureza, líder comunitário e amava o que fazia. Era o filho que todo o pai gostaria de ter. Em 26 de fevereiro de 2015 falece após a descoberta de um grave câncer em 2014. Lauri ficou na história da política e deixa sua importante marca nesta grande família. Agradecemos eternamente pela pessoa excepcional e fantástica que ele foi.
            Perdemos um importante historiador, porém em 2015, surge um menino com um potencial incrível e invejável chamado Lucas André Grahl da Silva. Este se interessou pela história e pretende ajudar na complementação da trajetória de Jacob Johann Gisch e consequentemente da Família Gisch.
Frase dita por Lauri Darci Gisch:
“Não briguem, vivam sempre em plenitude e união!”










Relator: Arvo Alvis Gisch


Redatora: Stéfane Alana Gisch

Meu pai, Arvo Alvis Gisch, desde 1998 desenvolve um projeto voltado a história de nossa família. Através da pesquisa, ele montou nossa árvore genealógica completa, desde o primeiro colonizador no Brasil... até hoje. É um trabalho super interessante pois une inúmeros ramos desta árvore e desvenda todos os segredos desde a colonização em torno dos anos 1800. Ele visa escrever um livro onde trará todos os nomes e datas de aniversário e casamento dos integrantes da família e a história geral através de todos os dados e documentos coletados ao longo dos anos. Foram realizados três encontros da família nestes 17 anos, onde muitas outras informações surgiram e foram transcritas em documentos.